quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Mágoa das Pedras

Mágoa das Pedras é o mais recente livro de poesia de Joaquim Castro Caldas, editado pela Deriva e, será apresentado hoje às 18h30 no Clube Literário do Porto.
O Joaquim convidou-me para lêr alguns poemas nesta apresentação. Já conhecia alguns deles por o têr ouvido lêr nos encontros que temos tido nos últimos anos, mas a selecção e reunião de poemas que neste livro encontramos é surpreendente. É para mim, dos livros que já li de Joaquim Castro Caldas, o melhor. Claro que não li todos e a minha opinião acarreta conscientemente a subjectividade da minha leitura e da minha amizade.
O Clube Literário do Porto fica na Rua Nova da Alfândega, 33, no Porto. Convido todos a aparecerem.
À Noite, às 23h, no Pinguim Café, acontece a Poesia há vinte, nome dado às sessões de poesia que semanalmente ali acontecem, por precisamente comemorar-se este ano 20 anos que Joaquim Castro Caldas ali iniciou as segundas-feiras de poesia.
A sessão desta noite, com ou sem a presença física do Joaquim, passará naturalmente também por este novo livro.
Os convites estão feitos e, da minha parte, lá estarei para vos receber com carinho.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Escrita Surrealista

Os surrealistas, como processos de criação artística, inventaram vários "jogos" de escrita automática e aleatória. O mais famoso, criado por Andre Breton, foi o Cadávre Exquis, que numa tradução estranha significa Cadáver Esquisito. Muitos já fizeram este "jogo" entre amigos. Tem duas variantes, o desenho e a escrita. Aqui, interessa-me falar na escrita. A regra é simples: alguém escreve uma frase, tapa-a e alguém a seguir escreve outra e, assim sucessivamente. No fim, há a curiosidade de se descobrir a obra de arte ou a pessegada que dali saíu.
Entre um grupo de amigos pequeno ou não se deixa nenhuma palavra à vista ou deixa-se apenas uma. No Pinguim Café e, como são muitos os participantes e a maior parte desconhecidos entre si, a regra é deixar uma frase à vista e dar continuação a esta, tapando-se sempre a anterior. No fim de cada cadáver, cabe-me a tarefa de o decifrar e lêr em voz alta.
Na primeira edição da Escrita Surrealista em 2002, escreveram-se em pouco mais de 6 meses cerca de 800 textos, entre Cadáveres Esquisitos, colagens, poemas individuais, poemas colectivos e poemas objecto.
Esta segunda edição começou em Novembro de 2007 e, todas as quartas-feiras, entre as 23h e a 01h, a noite é da escrita!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Clube dos Pinguins

Nascido há poucos anos atrás a partir da simples ideia de em vez de se andar a emprestar filmes, livros e muitas outras paixões, encontrar-mo-nos regularmente e partilhar de uma só vez com toda a gente.
O Clube dos Pinguins é isso mesmo, um clube de partilha de paixões. Aberto a todos e com regras muito simples, reune todas as terças-feiras às 23h no Pinguim Café e, em cada sessão há uma pessoa a partilhar uma das suas paixões.
Como todos são, felizmente, diferentes, as paixões partilhadas têm sido muitas e as descobertas também. Poesia, Cinema, culinária, Pesca, Física, Bioquímica, música, restauro, etc...
A cada terça-feira a surpresa acontece!
Querem mais motivos para aparecer?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A semana

Meus amigos, a semana vai ser bastante preenchida. Além do recital Palavras para que vos quero, há na terça-feira Clube dos Pinguins, na quarta Escrita Surrealista e na quinta, às 18h30 no Clube Literário do Porto, o lançamento do novo livro de Joaquim Castro Caldas A Mágoa das pedras e à noite, às 23h, a Poesia há vinte" no Pinguim Café.


Espero encontrar-vos num destes dias!

Investir

Mais uma vez fomos passar o fim-de-semana a Vouzela.
Além dos Pasteis e dos doces do Café Central, do restaurante O Regalinho e claro está, do Restaurante Quinta da Cavada (o paraíso da cozinha portuguesa) não deixámos de dar uma volta pela Penoita. Desta vez, contrariando o nosso trajecto habitual por tão bela montanha, fizemos um desvio em direcção a Fornelo do Monte, aldeia que não ia desde os 8 anos. Para meu grande espanto, a aldeia cresceu muito e são várias as novas contruções e muitas as que se estão a construir. É uma pena não ter uma máquina digital ou um telemóvel bem equipado pois deparei-me com algo que merecia uma foto. Numa quinta à face da estrada uma bandeira portuguesa com um grande painel por baixo chama a atenção dos passantes. Parado o automóvel, andei uns metros para lêr e perceber o significado de tão foleira instalação e deparei--me com a seguinte inscrição (que creio ter decorado devidamente):

"Portugal venceu batalhas
com espadas e canhões.
Agora a guerra é outra.
Investir.
Nós investimos aqui
se a isso nos autorizarem"

Espero que não queiram investir em nenhum aviário ou central nuclear.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Palavras Para Que Vos Quero

Palavras para que vos quero é um projecto desenvolvido pelo Pé de Vento e no qual estou envolvido e que consiste em recitais de poesia para a infância e juventude. Organizado em dois módulos, um para crianças dos 6 aos 12 e outro para adolescentes dos 12 aos 16, tem sido apresentado desde Novembro para público escolar. O módulo dos 6 aos 12 fez hoje a última apresentação e o dos 12 aos 16 vai terminar na próxima quinta-feira, dia 31 de Janeiro. Como o recital não tem sessões para público em geral, lembrei-me de deixar aqui as datas e as horas das apresentações que faremos para a semana, para o caso de alguém querer vêr.

3ª feira 29/01 - 11h e 15h
4ª feira 30/01 - 15h
5ª feira 31/01 - 11h

Quem quiser vêr basta aparecer no Teatro da Vilarinha e dizer que vem da minha parte.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Roteiro poético para hoje e amanhã

Hoje e amanhã à noite há poesia no Teatro do Campo Alegre sendo o Valter Hugo Mãe o poeta conviado. Quem já tem bilhete pode rejubilar-se porque as sessões estão esgotadas. Quem não tem, pode ir hoje à noite à "Poesia há vinte" no Pinguim Café onde estarei eu com a minha sessão semanal com a presença provável de Joaquim Castro Caldas.
Amanhã a minha amiga Cláudia Novais vai estar com o José Carlos Tinoco no Café Progresso. O cartaz desta sessão que inseri aqui no post diz que é no dia 26, mas não é! É mesmo amanhã!!!


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Balanço do Ciclo Spoken Words

Tinha prometido fazer um balanço do 3º Circunvalação à Noite, mas com os posts que já fiz e com a crítica especializada feita por Pedro Vasco Oliveira para o Primeiro de Janeiro, que em baixo transcrevo, o balanço pode dizer-se já feito.
No geral foi um sucesso. A qualidade dos projectos foi excelente, as condições técnicas também, a Imprensa deu uma boa cobertura ao evento e o público acorreu em muito maior número que nas edições anteriores.
Fiquei também feliz por vêr que houve muito mais espectadores a fazerem o pleno dos concertos.
Apesar disto tudo, continuam a faltar patrocínios para que este projecto possa ser viável financeiramente e mais público para as bandas emergentes (este é um dos pricípios basilares do Circunvalação à Noite, a divulgação e promoção de novos projectos musicais).
Para terminar este breve balanço, não posso deixar de agradecer ao Pé de Vento a possibilidade, o apoio e a confiança que me tem dado neste projecto, bem como ao João Ramoa e ao Ugo que foram incansáveis para que a qualidade do som estivesse ao melhor nível.
Agradecimentos também ao Pinguim Café, Comvinha Tradicional e João Ramoa pelo patrocínio que nos tem dado desde a primeira edição do Circunvalação e ao Labirintho, Contagiarte, Giradiscos/Edifício Era Uma vez no Porto e Casa Viva por terem colocado bilhetes à venda nos seus espaços.






1.

Cantora dos Três Tristes Tigres abriu o III.º Circunvalação à Noite
Ana revisita Deus

Ana Deus, com uma espécie de biografia musical… e não só, abriu o III.º Circunvalação à Noite, perante um público interessado e que praticamente encheu a plateia do Teatro da Vilarinha, no Porto. Hoje, o «Ciclo Spoken Words» encerra com a actuação de Adolfo Luxúria Canibal.
Pedro Vasco Oliveira


O 3.º Circunvalação à Noite arrancou anteontem com a actuação de Ana Deus, num espectáculo em que a cantora revisitou o percurso de vida, grande parte feito em cima do palco.Uma espécie de biografia musical que a cantora explanou desde os seus tenros oito anos de idade em que cantarolava até à exaustão os grandes sucessos do Festival Eurovisão da Canção e outros do Portugal cinzento dos tempos do Fascismo. Um ano volvido estava a pisar o palco pela primeira vez…O espectáculo começa com Ana Deus a reencontrar-se com a sua voz (que se ouvia em off) já em palco, para partir numa viagem pelo tempo e por uma carreira que teve como último capítulo a performance de quinta-feira à noite.Valendo-se de textos de Ernesto Melo e Castro, Regina Guimarães e José Mário Branco, Ana Deus percorreu o que tem sido a sua vida neste Portugal, em geral, e no Porto, mais em concreto.As projecções vídeo de Amarante Abramovici e a manipulação de objectos projectados em tempo real, qual caleidoscópio, de Paulo Ansiães Monteiro emprestaram um brilho extra à performance da artista.Mas confundindo-se o seu percurso de vida com a carreira musical que vem desenvolvendo, os projectos mais significativos que encabeçou não podiam nem ficaram de fora: Três Tristes Tigres e Ban.Já agora e a propósito: “Dá-me um ideal, imaginário, popular, avançado”!Dissertando, cantando, vocalizando, representando, intervindo, Ana Deus traçou o próprio retrato musical, atravessando décadas e demonstrando porque é uma das grandes vozes que temos em Portugal.Depois do palco ter estado entregue ontem ao projecto Godot, hoje, no fecho do «Ciclo Spoken Words», do Circunvalação à noite, Adolfo Luxúria Canibal e António Rafael lançam «Estilhaços» sobre uma plateia que se espera esteja, pelo menos, tão composta como anteontem, em que poucos eram os lugares vazios.O espectáculo protagonizado pelos dois elementos dos Mão Morta baseia-se no livro homónimo de Luxúria Canibal.

in o Primeiro de Janeiro de 19 de Janeiro de 2008

2.


Godot revela-se a surpresa do 3.º Circunvalação à Noite
Sem esperas, nem demoras

Ambiente sonoro intenso a servir de cama à palavra poética de Mário Cezariny e John Clare, entre outros, foi a óptima proposta que os Godot levaram, sexta-feira, até ao Teatro da Vilarinha, onde ontem encerrou o «Ciclo Spoken Words», do 3.º Circunvalação à Noite.
Pedro Vasco Oliveira


Bela surpresa que o segundo dia do Circunvalação à Noite proporcionou ao público que se deslocou ao Teatro da Vilarinha para assistir a mais um capítulo do «Ciclo Spoken Words».O palco esteve por conta dos Godot, projecto de Santo Tirso, que faz da palavra poética o eixo sobre a qual giram as suas criações. De facto, Mário Costa (voz), Sara Ribeiro (teclados e acordeão), Miguel Marques (guitarra) e Nuno Rabino (bateria) fomentam uma ambiência sonora bastante estimulante e que serve de bandeja à palavra dita (leia-se cantada). Apoiada no choro lânguido da guitarra, que encontra na sonoridade dos teclados a plataforma ideal para criar ambiente, a voz forte, mas melodiosa de Mário Costa debita palavras de Mário Cezariny, mas também de outros autores, como por exemplo John Clare.As projecções vídeo de Luís Dias favorecem em grande medida a atmosfera que os Godot procuram em palco, um misto de luz/sombra, em que o cinzento impera e por onde a palavra emerge grave e acintosa, para que não restem dúvidas sobre o que é dito. A sonoridade intensa deste colectivo que ainda nem um ano tem de existência cativa e agarra o ouvinte.«Outra coisa», «Corpo visível», «Intensamente livre», «Eu sou… Sei que sou», «Mary», «Autografia II» e «A António Maria Lisboa» foram os temas que durante cerca de uma hora os Godot ofereceram ao público, que apesar de menos numerosos do que no dia anterior, teve oportunidade de ver e ouvir um projecto que se revelou uma agradável surpresa, pela qualidade apresentada e pela que ainda pode alcançar. A ideia almejada pelo grupo e a forma como a põem em prática deixa antever um futuro risonho ao projecto.«Autografia II», de Cezariny, foi o momento mais intenso e bem conseguido da actuação dos Godot, que se espera não façam o público esperar muito para os poder ver novamente.

in o Primeiro de Janeiro de 20 de janeiro de 2008

3.


Luxúria Canibal fechou «Ciclo Spoken Words»
A realidade ficcionada de «Estilhaços»

O «Ciclo Spoken Words», do 3.º Circunvalação à Noite, fechou em excelência. Adolfo Luxúria Canibal lançou os seus «Estilhaços», que não são mais do que episódios biográficos, relatados num registo de realidade ficcionada.


”De estrelas nada sei…”. Adolfo Luxúria Canibal inicia assim a leitura de alguns dos textos retirados do seu livro «Estilhaços», e que não são mais do que passagens, memórias, momentos de uma vida que vem desde a infância até ao presente… da obra.Com António Rafael, nos teclados e guitarra, e Henrique Fernandes, no contrabaixo – sem dúvida uma mais-valia para o projecto –, o «frontman» dos Mão Morta desfia alguns episódios entre o real e a alucinação, presentes no livro que não é mais do que uma possível biografia do autor.Sentado a uma secretária, onde um pequeno candeeiro ilumina as palavras nas folhas brancas do livro, Adolfo declama, disserta, recorda…O ambiente sereno e tranquilo que marca o registo em que «Estilhaços» decorre, potencia a voz grave, cavernosa e rouca de Luxúria Canibal.«De estrelas nada sei», «Noite transfigurada» e «A filha surda» foram os três textos que abriram a actuação no esgotado Teatro da Vilarinha, dando ideia, desde logo, de qual é a proposta do artista, que encontra na realidade os grandes retratos transcritos no livro que empresta o nome ao espectáculo.De histórias em que o avô é uma das personagens principais, a outras em que o seu pequeno filho surge como um dos seus interlocutores, numa viagem temporal, Adolfo Luxúria Canibal conversa com as palavras por entre as notas emanadas dos teclados e do contrabaixo.«O tempo que passa», «Braga, meu amor» e «White light/White heat» integraram também o alinhamento deste «Estilhaços» versão Circunvalação à Noite.A performance fechou com «O homem aos saltos», em que o autor exulta a condição de ser livre: “A rir das cócegas da liberdade”.
P.V.O.

in o Primeiro de Janeiro de 21 de Janeiro de 2008

domingo, 20 de janeiro de 2008

Palavras da Caverna

Finalmente o Circunvalação à Noite encheu.
Os fãs de Adolfo Luxúria Canibal compareceram à chamada e foi o encerrar de um Ciclo que trouxe Spoken Words e diversidade.
A estrutura musical de "Estilhacos" é extraordinária e nota-se que Adolfo, além de escritor e "dizeur" é um músico. A sua voz gutural e cavernosa e as suas leituras encaixavam perfeitamente na música. Adolfo brindou-nos com bons textos e momentos interpretativos que foram adjectivados por um espectador como "verdadeiras pérolas" e, eu assino por baixo.
O trabalho de Adolfo Luxúria Canibal e António Rafael já todos nós conhecemos dos Mão Morta mas há que destacar a presença do contrabaixista Henrique Fernandes que trouxe uma mais valia à performance.
Enfim, "Estilhacos" foi o ideal para encerrar o Ciclo Spoken Words do Circunvalação à Noite.
Mas nada como ler a critica especializada no Primeiro de Janeiro de segunda-feira.
Entretanto, amanhã farei o balanço geral deste terceiro Circunvalação à Noite.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Rock e Spoken Words

Tal como acontece em todos os Circunvalação à Noite, o segundo dia apresenta, dentro de cada ciclo, algo que toca e ao mesmo tempo foge ao género. A definição de Godot torna-se difícil, as oscilações entre a spoken words e o rock puro baralha todos os que gostam de classificar, inventariar, engavetar, arrumar.
Com escassos 3 meses de existência os Godot apresentaram um concerto com temas muito bem compostos, reforçados por uma voz e uma interpretação de textos com a qualidade que Mário Costa nos habituou aquando dos seus tempos de palco (antes de abandonar a carreira, foi actor do Teatro do Noroeste e do Teatro Nacional S. Joao, entre outros).
Apoiados por uma excelente iluminação de palco e por um videojockey que merece a mesma adjectivação, os Godot colocaram assim a cereja em cima do bolo.

Sendo o Circunvalação à Noite um projecto para divulgar bandas emergentes, Godot foi a aposta deste ciclo. Naturalmente com 3 meses de existência, ainda lhes falta alguma maturidade, mas estão sem dúvida no bom caminho e a continuar assim, serão umas das grandes bandas portuguesas, com a vantagem de seleccionarem e interpretarem grandes textos de grandes poetas. Como eles próprios dizem "Godot dá movimento às palavras dos poetas como se de um chevrolet se tratasse". A metáfora encaixa perfeitamente!

O unico senão da noite de ontem foi a confirmação de que o público português arrisca pouco e não é muito amigo da novidade. Sempre que se apresenta uma banda emergente a afluência é muito reduzida e pouco mais de 40% da lotação da sala foi preenchida.

Antes de terminar este post, sugiro que comprem o Primeiro de Janeiro de hoje, onde sai a crítica especializada ao concerto de ontem. Amanhã será a vez da critica sair em relação aos Godot.

Logo à noite o Circunvalação à Noite encerra com o grande Adolfo Luxúria Canibal e o seu "Estilhacos", acompanhado por António Rafael e Henrique Fernandes.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Concerto? Espectáculo? - Ana Deus em Grande!!!

Com lotação quase esgotada, Ana Deus surpreendeu!
Um verdadeiro espectáculo de Spoken Words em que viajámos até ao seu universo íntimo.
Com a video arte de Amarante Abramovici e Tiago Afonso, com a manipulação de objectos em tempo real de Paulo Ansiães Monteiro, com a criação de sons e ritmos, também em tempo real, de Ana Deus aliados à sua excelente voz e à sua solidão em palco, as palavras escritas por Ernesto Melo e Castro, Regina Guimarães entre outros, ganharam uma nova vida.
Ficámos presos às cadeiras e ao fim de uma hora de espectáculo, queriamos mais. O público pedia "encores" e, naturalmente não houve.
Não foi um concerto (apesar das canções), foi um espectáculo com princípio meio e fim!
A folha de sala que amávelmente a Ana Deus escreveu explicava isso mesmo e preparava-nos um pouco para o que iriamos vêr:

"Olá
Vou hoje rever alguns textos já cantados e dizer outros que estão a meio do caminho entra a escrita e a canção.
Se estou aqui,,, hoje,, não será porque "faço spoken words" mas porque tento, cada vez mais, perceber qual o caminho da palavra antes de a forçar a algum.
O palco, continua a ser para mim um sitio estranho,
assim trago de casa alguns "brinquedos" e, os
MEUS AMORES. "

E, meus amigos, foi a SURPRESA!

Hoje, o ciclo continua com os GODOT às 21h45, no Teatro da Vilarinha.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Circunvalação á Noite - Ciclo Spoken Words


o Umbigo do Blog

Sempre dividi a minha vida em diversas actividades.
Sou actor e encenador, declamador de poesia, produtor e programador de eventos, adepto da liberdade, da boémia e dos amigos, da boa comida, das boas conversas e das saudáveis discussões.
Gosto de partilhar paixões, afectos e interesses. Gosto de provocar e de ser discreto. Sou extrovertido e tímido. Sou educado e digo palavrões.
Recuso a coerência!
Um blog para promover as minhas actividades, os meus amigos e a mim.
Um blog criado contra o meu pudor!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Curriculo Artístico

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

* Director Artístico da Apuro (Porto) e da Maçã Vermelha (Felgueiras)

AUDIO-VISUAIS
Participação como actor
- Decrescente (média-metragem) de Saguenail/Produção: Helastre (2017)
- Trela Curta (longa-metragem) de Saguenail /Produção: Helastre (2016)
- Coração d'Ouro (telenovela) - 1 episódio / Produção: SP Televisão para a SIC (2016)
- Agora a Sério (série) - 1 episódio / Produção RTP (2015)
- Mulheres de Abril (série) - 2 episódios / Produção HOP! para a RTP (2014)
- Acentuado Arrefecimento Nocturno (curta-metragem) de Saguenail /Produção: Helastre (2013)
- 1+1 (série) - 6 episódios / Produção: Academia RTP (2013)
- Monstro (Curta-metragem) / Produção: DAI/IPP (2012)
- Olhos de Vidro (videoclip) dos Dealema / Produção: Riot Filmes (2010)
- Maison Close (série) - 1 episódio / Produção: Canal + France
- Um Lugar para Viver (série) - 1 episódio / Produção: Plano 6 para a RTP (2009)
- Kunta (curta-metragem)de Ângelo Torres / Produção: Blábláblá Filmes e Cinemate (2008)
- Hotel da Sorte (curta-metragem)de António Pires / Produção: Instituto Multimédia
- Ecoman (série infantil) - 26 episódios / Produção: Hop! para a RTP (2006)
- Triângulo Jota (série juvenil) - 12 episódios / Produção: Hop! para a RTP (2006)
- Ora Viva (sitcom educativo) - 7 episódios / Produção: RTP - Portugal (2000)
- A Lenda da Igreja de Cedofeita - Programa Portugal Português / Produção: TVI - Portugal (1998)
- Passages (curta-Metragem) / Realização: Laurence de Moustier / Produção: Elkin Productions - França (1996)
-Ké Chourlaki (clip musical para o grupo de música cigana Arbat) / Realização: Laurence de Moustier / Produção: Elkin Productions - França (1996)
- Clube Paraíso (sitcom) - 1 episódio / Produção: RTP - Portugal (1993)
- Publicidade Televisiva do Instituto de Emprego e Formação Profissional Produção: Douro - Centro de Produções Artísticas, Lda. - Portugal (1993)

TEATRO
Participação como Actor
- O Bem, o Mal e o Assim-assim de Gonçalo M. Tavares. Encenação de João Luiz/Co-produção: Pé de Vento e Teatro Nacional S. João. (2016)
- Il Tesoro de Manuel António Pina. Encenação de João Luiz / Produção: Assemblea Teatro Internazionale (Turim)/Pé de Vento (Porto) (2016/2017)
- A Coleira de Bóris de Sérgio Roveri. Encenação de Júlio Cardoso / Produção: Seiva Trupe (2015/16)
- U-Boat 1277 de Renzo Sicco. Encenação de Renzo Sicco / Produção: Assemblea Teatro Internazionale (Turim)/Pé de Vento (Porto) (2015)
- Pessoas de Ricardo Barceló. encenação de Bruno Schiappa / Produção: Seiva Trupe (2014)
- As Mãos de Eurídice de Pedro Bloch, encenação de Júlio Cardoso / Produção: Seiva Trupe (2014/15)
- O Tesouro de Manuel António Pina, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (2014/2015)
- O Beijo de Ricardo Silveira, encenação de Rui Spranger / Produção: Apuro Teatro (2013)
- Millenium Tremens de David Desoras, concepção e encenação de David Desoras /Produção: DyProcess - Théâtre Le Colombier (2013)
- Dejá Vu de Paulinho Oliveira, leitura encenada dirigida por David Desoras / Produção: DyProcess - Théâtre Le Colombier (2013)
- Quem te porá como fruto nas árvores a partir de poemas de Ruy Belo, dramaturgia de Constança Carvalho Homem, encenação de João Cardoso / Produção: ASSEDIO - Teatro Nacional S. João (2012)
- Ensalada Vicentina a partir de "Auto da Visitação", "O Velho da Horta" e "Pranto de Maria Parda" de Gil Vicente, encenação João Luiz / Produção: Pé de Vento (2011)
- Normal de Ricardo Silveira, encenação e produção: Rui Spranger (2011)
- O Rapaz do Espelho de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (2010, 2011)
- En Chair de David Durand, encenação do autor / Produção: Cie Et des Clous - Théâtre Le Colombier (2010)
- Histórias para serem Contadas de Oswaldo Dragún, encanação de Jorge Castro Guedes / Produção: Centro Dramático de Viana (2009)
- Pares e Ímpares de Alonso dos Santos, encenação de Susana Sá / Produção: T.E.P. (2009)
- O Senhor Valéry de Gonçalo M. Tavares, encenação João Luiz / Produção: Pé de Vento (2009)
- Clara de Arthur Miller, encenação de Susana Sá / Produção: Teatro Experimental do Porto (2008)
- História do Sábio Fechado Na Sua Biblioteca de Manuel António Pina, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (2008, 2009,2012,2013)
- Palavras Para Que Vos Quero, recitais de poesia para a infância e juventude / Produção: Pé de Vento (2007, 2008)
- Peter Pan, O Musical, encenação de John Gardyne /Produção: Famous Produções (2007)
- O Senhor Juarroz de Gonçalo M. Tavares, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (2007, 2008)
- Todos os Rapazes São Gatos de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (2005, 2007)
- Camilo e Ana Augusta de Artur Costa, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento e Efémero (2006)
- O Brincador de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (2005, 2006)
- Preconceito Aberto de Fernando Moreira, a partir do Preconceito Vencido de Marivaux, encenação de Fernando Moreira / Produção: TIPAR (2005)
- A Asa e a Casa de Teresa Rita Lopes, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (2003, 2004)
- O Físico Prodigioso de Jorge de Sena, dramaturgia de Mª.João Reynaud, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento e Teatro Nacional S.João (2004)
- A Ilha dos Escravos de Marivaux, encenação de Castro Guedes / Produção: Teatro do Noroeste (2002)
- Contos do Vale do Lima de Manuel Couto Viana, construção colectiva coordenada por José Martins / Produção: Teatro do Noroeste (2002)
- O Colaborador de Friedrich Dürrenmatt, encenação de Manuel Guede Oliva Produção: Teatro do Noroeste (2001)
- Mar Revolto de Roberto Vidal Bolaño, encenação de José Martins / Produção: Teatro do Noroeste - Centro Dramático Galego - Companhia de Teatro de Braga - Festeixo - FITEI (2001)
- A Noite de Manuel António Pina, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (2001)
- Édipos de Alexandra Moreira da Silva, encenação de Guilhermo Heras / Produção: Teatro do Noroeste (2000)
- Peso a Mais, Sem Peso, Sem Forma de Werner Schwabb, encenação de José Martins / Produção: Teatro Art’Imagem e Teatro do Noroeste (2000)
- Os Piratas de Manuel António Pina, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (1997, 1998, 2000)
- Verdades e Mentiras de José Martins a partir de Falar Verdade a Mentir de Almeida Garrett, encenação de José Martins / Produção: Teatro do Noroeste (1999, 2000)
- Enquanto a Cidade Dorme de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (1999, 2000)
- O Julgamento da Jamaica de Paulo Oliveira, encenação de Paulo Oliveira / Produção: Artenão-Motivo Teatro (1999)
- O Dia da Inês Negra de José Jorge Letria, encenação de José Martins / Produção: Teatro do Noroeste (1999, 2000, 2001)
- Perdida nos Apalaches de Sanchis Sinisterra, encenação de José Martins / Produção: teatro do Noroeste (1999)
- Ecos, Elos, Horizontes e Memória a partir de uma obra musical de Clotilde Rosa, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento para EXPO’98 (1998)
- O Adamastor de Manuel António Pina, encenação de João Luiz / Produção: Pé de Vento (1998)
- Qual de Mim a partir de textos de Eugénio de Castro, dramaturgia de Mª. João Reynaud, encenação de João Luiz para o Festival Simbolista (Bruxelas) / Produção: Pé de Vento / Théâtre Poème (1997)
- Sem Corpo nem Voz de Paola Presciultini, encenação de Cláudio Cinelli / Produção: Festival Internacional de Marionetas do Porto (1996)

Como Encenador: 
- As Veladoras dramaturgia a partir de "O Marinheiro" de Fernando Pessoa / Produção: Maçã Vermelha (2017)
- Urro de Júlio do Carmo Gomes / Produção: Apuro Teatro e Dogma12 (2017)
- O Lobo Sou Eu de Eduardo Leal /Produção: Pé de Vento (2017)
- Cartas da Dispersão dramaturgia de Rui Spranger a partir das cartas de Mário de Sá-Carneiro a ernando Pessoa, co-encenada com Pedro Lamares. / Produção: Apuro Teatro e Casca de Nós (2016)
- Ele na Índia e eu morta? Ou ter velho na horta? Antes um burro à Porta de Jorge Castro Guedes a partir de Gil Vicente. /Produção: Maçã Vermelha (2016)
- Uma pequenina luz dramaturgia de Rui Spranger / Produção: Maçã Vermelha (2015)
- Lendas e Narrativas - memórias de um tempo qualquer, dramaturgia de Rui Spranger / Produção: Apuro Teatro para a Rota do Românico (2014)
- O Beijo de Ricardo Silveira /Produção: Apuro Teatro (2013)
- Normal de Ricardo Silveira / Produção: Rui Spranger (2011)
- Ratos e Borboletas na Barriga de Paulinho Oliveira / Produção: Pé de Vento (2009)
- O Livro da Selva de Rudyard Kipling (versão Disney) / Produção: Famous Produções (2008)
- Retratos Comuns de Rui Spranger / Produção: SOTAO (2006)
- Histórias para Burgueses de Alonso Ibarrola, dramaturgia de Rui Spranger / Produção: SOTAO (2005)
- Abel Salazar textos diversos, co-encenação de Sónia Correia / Produção: SOTAO (2005)
- Elegias em Mitilene - 2º Capítulo do livro As Canções de Bilitis de Pierre Louys / Produção: SOTAO (2004)
- Bucólicas em Panfília, 1º capítulo do livro As Canções de Bilitis de Pierre Louys / Produção: SOTAO (2003)
- Três Peças de Jean Tardieu - A Fechadura, o Senhor Eu, O Guichet de Jean Tardieu / Produção: Artenão-Motivo Teatro e Rivoli - Teatro Municipal (2000)
- O Espantalho de Jean Tardieu / Produção: Artenão-Motivo Teatro (1998)
- Histórias para Burgueses, adaptação de contos de Alonso Ibarrola / Produção: Inomidisla - Grupo de Teatro do ISLA (1995, 1996)
- O Auto da Índia de Gil Vicente / Produção: Teatro Submundo (1993)

OUTRAS ACTIVIDADES:
- Voz: Bushmill's - Spot televisivo (2016); Ikea - Spot rádio de campanha Verão Matosinhos e Braga (ZOV 2016), videos ZMAR, Documentário Himalaias, a viagem dos jesuítas ao Tibete ( Farol de Ideias 2012); spot publicidade rádio TMN Drive (ZOV 2012); spot publicidade rádio Quinta da Aveleda (Voz Off 2012); Spots para livros da Leya (Play 2013); "As desventuras de Austerix" programa de humor na rádio TSF (2013).
- Assistente de Encenação nos espectáculos Elegia adaptação de textos de Rainer Maria Rilke com encenação de Franco Brambilla / Produção: Ballet-Teatro (1995) e em Moby Dick adaptação de Roman Paska do conto de Melville, encenação de Roman Paska / Produção: Festival Internacional de Marionetas do Porto / Academia Contemporânea do Espectáculo / Festival Vert - Portugal/França (1994)
- Director de Actores no "Porto Story Tellers Produção: Portgall (2016), no "High School Muical 2" / Produção: Famous Produções (2009), no filme "Como Todas as Histórias Acabam" de Filipe Martins (2002), nas suas diversas encenações.
- Dizedor de Poesia em vários recitais e ainda semanalmente no Pinguim Café desde 2002
- Programador e criador do projecto CIRCUNVALAÇÃO À NOITE do Pé de Vento no Teatro da Vilarinha desde 2007
- Relações Públicas e Programador Cultural do Bar Pinguim Café entre 2002 e 2006
- Co-director Artístico do grupo Artenão-Motivo Teatro entre 1998 e 2000
- Produtor dos seguintes espectáculos:
Urro e O Beijo ambos para a Apuro Teatro em 2017 e 2015.
Normal, produção própria em 2011.
Histórias Mínimas para o grupo As Boas Ragarigas..., encenação de Rogério de Carvalho em 1994
O Espantalho para o grupo Artenão-Motivo Teatro em 1998 e 1999
Três Peças de Jean Tardieu para o grupo Artenão-Motivo Teatro em 2000
-Assistente de produção dos seguintes espectáculos:
- Mar Revolto / Teatro do Noroeste
- O Rouxinol / Teatro do Noroeste, encenação José Caldas em 2001
- Moby Dick in Porto para o Festival Internacional de Marionetas do Porto
- Responsável pela captação de públicos do Teatro do Noroeste entre Abril e Dezembro de 2001
- Formador de Actores e director artístico do SOTAO - Grupo de teatro do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar entre 2003 e 2006
- Formador de actores e director artístico do grupo de Teatro do Instituto Superior de Línguas e Administração do Porto (ISLA) entre 95/96
- Coordenador do Clube de Teatro da Escola EB 2,3 Augusto Gil no âmbito do projecto Da Prática à Vivência Teatral realizado no Pé de Vento em 1997 e 1998
- Docente dos níveis 4 e 5 de teatro do centro de formação do Ballet-Teatro no ano lectivo 1998/99
- Dirigiu várias Oficinas de Expressão Corporal entre 1998 e 2003
- Dirigiu um Atelier de Interpretação para adultos no Ballet-Teatro em 2000
- Dirige oficinas de voz na Voz-off
- Faz coaching na MBA consultores 

Fotos