Em cena no Pinguim Café de 24 de Maio a 16 de Junho 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 12 de maio de 2011
NORMAL
http://www.inculta.tv/show/1760-Normal
Até 22 de Maio no Pinguim Café. Quarta a Sexta às 21h30, Sábados e Domingos 22h30
Até 22 de Maio no Pinguim Café. Quarta a Sexta às 21h30, Sábados e Domingos 22h30
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
NATAL
A festa hoje dá lugar à melancolia.
Já não somos crianças,
não temos insónias a pensar nos brinquedos
nem sofremos a ansiedade da meia-noite.
Crescemos…
O tempo levou-nos a fé,
levou-nos os avós
levou-nos os pais.
Trouxe-nos os filhos
e a melancolia
de termos sido crianças
e ter sido uma festa.
Rui Spranger
Já não somos crianças,
não temos insónias a pensar nos brinquedos
nem sofremos a ansiedade da meia-noite.
Crescemos…
O tempo levou-nos a fé,
levou-nos os avós
levou-nos os pais.
Trouxe-nos os filhos
e a melancolia
de termos sido crianças
e ter sido uma festa.
Rui Spranger
sábado, 30 de outubro de 2010
Há um sorriso a menos...
A vida vai-nos ensinando que ninguém é imprescindível. Mas esta não é uma verdade absoluta. A vida continua sem os que demasiado cedo partiram, mas deixa de ser a mesma. Passa a ser outra… mais vazia.
Não escrevemos sobre todos os que nos marcaram e nos deixaram.
Acho que nunca escrevi uma linha sobre o meu pai. Era demasiado íntimo, demasiado pessoal. Tão demasiado que nem eu percebo a dimensão da sua influência em mim.
Perante a morte “não há palavras”, como dizia o Fernando Pessoa, mas estas ajudam a libertar-nos, não porque nos queiramos libertar, mas porque há uma sensação de injustiça perante a morte de certas pessoas.
E as palavras são a vã esperança da homenagem justa. Mas não há homenagens justas, falta sempre qualquer coisa, não chega dizer, expressar, escrever. Ele já cá não está e nada fará com que volte. Mas haverá sempre a chama do amor dos que o amaram e isso é qualquer coisa. É pouco, mas é qualquer coisa. É talvez o possível ante a impossibilidade.
O João Paulo Seara Cardoso criou para mim a melhor companhia de teatro portuguesa e dentro das marionetas era das melhores do mundo. Mesmo quando eu não gostava de alguns espectáculos era inegável a qualidade. O amor que tenho pelo Teatro de Marionetas do Porto permitiu-me sempre falar com o coração, porque para mim nunca foi possível falar de outra maneira. O João Paulo fez o espectáculo da minha vida, o “Miséria” que tive a oportunidade de ver 12 vezes e o triste é não poder voltar a ver. Não poder partilhar com mais amigos. Mas é tão boa a recordação da sua voz no fim de cada espectáculo “Outra vez, Rui?” ou quando nos encontrávamos ao acaso num bar “Tu foste ver isso tudo? Tenho que te dar um cartão vitalício do Teatro de Marionetas”.
O sorriso sincero nos encontros ocasionais, o elástico nos dedos quando foi meu professor, o humor e boa disposição constante.
O João Paulo era admirável tanto como artista, tanto como homem. E isto é extraordinário.
Não éramos amigos íntimos, mas havia aquele sincero gostar. Mas sobretudo…
É muito duro ver partir quem tanto nos fez sonhar!
Não escrevemos sobre todos os que nos marcaram e nos deixaram.
Acho que nunca escrevi uma linha sobre o meu pai. Era demasiado íntimo, demasiado pessoal. Tão demasiado que nem eu percebo a dimensão da sua influência em mim.
Perante a morte “não há palavras”, como dizia o Fernando Pessoa, mas estas ajudam a libertar-nos, não porque nos queiramos libertar, mas porque há uma sensação de injustiça perante a morte de certas pessoas.
E as palavras são a vã esperança da homenagem justa. Mas não há homenagens justas, falta sempre qualquer coisa, não chega dizer, expressar, escrever. Ele já cá não está e nada fará com que volte. Mas haverá sempre a chama do amor dos que o amaram e isso é qualquer coisa. É pouco, mas é qualquer coisa. É talvez o possível ante a impossibilidade.
O João Paulo Seara Cardoso criou para mim a melhor companhia de teatro portuguesa e dentro das marionetas era das melhores do mundo. Mesmo quando eu não gostava de alguns espectáculos era inegável a qualidade. O amor que tenho pelo Teatro de Marionetas do Porto permitiu-me sempre falar com o coração, porque para mim nunca foi possível falar de outra maneira. O João Paulo fez o espectáculo da minha vida, o “Miséria” que tive a oportunidade de ver 12 vezes e o triste é não poder voltar a ver. Não poder partilhar com mais amigos. Mas é tão boa a recordação da sua voz no fim de cada espectáculo “Outra vez, Rui?” ou quando nos encontrávamos ao acaso num bar “Tu foste ver isso tudo? Tenho que te dar um cartão vitalício do Teatro de Marionetas”.
O sorriso sincero nos encontros ocasionais, o elástico nos dedos quando foi meu professor, o humor e boa disposição constante.
O João Paulo era admirável tanto como artista, tanto como homem. E isto é extraordinário.
Não éramos amigos íntimos, mas havia aquele sincero gostar. Mas sobretudo…
É muito duro ver partir quem tanto nos fez sonhar!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Estreia 9 de Outubro 2010, no Teatro da Vilarinha
VEM AÍ A REPÚBLICA…
Chegou em 5 de Outubro de 1910 mas estava iminente desde 31 de Janeiro de 1891. Vem aí a República traz até aos nossos dias, através de uma montagem de textos, as vozes republicanas que há 100 anos acreditaram ser possível editar um Portugal diferente e melhor. Vozes de homens como Guerra Junqueiro, Gomes Leal, António Patrício, Alberto Osório de Castro e, de mulheres que fizeram do ideal feminista uma causa sem precedentes no País, como Ana de Castro Osório e Maria Velleda. Estreia a 9 de Outubro, às 21h45, no Teatro da Vilarinha, no Porto.
O espectáculo tem encenação de João Luiz, que seleccionou e organizou os textos, e cenografia de João Calvário e Rui Azevedo. Em palco estarão Rui Spranger e Patrícia Queirós, com figurinos de Susanne Rösler. Pedro Junqueira Maia compõe a música e Rui Damas desenha a luz.
Vem aí a República é o contributo do Pé de Vento para o conhecimento do que foram as lutas pelos ideais republicanos, que, no Porto, começaram muito antes, com o 31 de Janeiro de 1891. Provam-no os jornais da época, reclamando igualdade, solidariedade e fraternidade e criticando mordazmente uma monarquia de costas viradas para os portugueses, menos de cinco milhões maioritariamente pobres e analfabetos.
“Para bem do seu povo um rei, segundo o estilo,/deve dormir a sesta… e bem fazer o chilo./Que importa que um país falto de capitais/empenhe as possessões todas coloniais?” O sarcasmo era uma arma. “E, sendo iníquo, enfim, uns rirem na opulência,/outros apodrecer num cárcere corrupto…/eu ergo, ó rei! a voz ante a vossa clemência,/e em nome da Equidade, em nome da Coerência.”
“Que o porco esmague o lodo, é natural. O que é inaudito é que o ventre dum porco esmague uma nação, e dez arrobas de sebo achatem quatro milhões de almas! Que ignomínia! Basta. Viva a república, viva Portugal!” Em prosa ou poesia, eram homens que assim escreviam. Às mulheres cabia um outro discurso. “Quando se fala no sufrágio feminino em Portugal, objectam-nos ‘que não está nos nossos costumes.” É o espírito da rotina que fala. Também a República não está nos nossos costumes e há-de ser um facto, dependente apenas de uma simples questão de tempo.”
Foi uma questão de muito pouco tempo, aliás. “Mas será tudo isto um sonho? (…) Será motivo para depormos as armas e repousarmos enfim?”
Vem aí a República estará em cena no Teatro da Vilarinha de 6 a 29 de Outubro, sábados às 21h45 e domingos às 16h00. De 3ª a 6ª feira há sessões às 11h00 e 15h00, reservadas ao público escolar, mediante marcação. Para maiores de 12 anos.
Preço dos bilhetes: 10€; 5€ (reduzido); 3,40€ (grupos 10px).
Reservas para o telf. 226 108 924
Chegou em 5 de Outubro de 1910 mas estava iminente desde 31 de Janeiro de 1891. Vem aí a República traz até aos nossos dias, através de uma montagem de textos, as vozes republicanas que há 100 anos acreditaram ser possível editar um Portugal diferente e melhor. Vozes de homens como Guerra Junqueiro, Gomes Leal, António Patrício, Alberto Osório de Castro e, de mulheres que fizeram do ideal feminista uma causa sem precedentes no País, como Ana de Castro Osório e Maria Velleda. Estreia a 9 de Outubro, às 21h45, no Teatro da Vilarinha, no Porto.
O espectáculo tem encenação de João Luiz, que seleccionou e organizou os textos, e cenografia de João Calvário e Rui Azevedo. Em palco estarão Rui Spranger e Patrícia Queirós, com figurinos de Susanne Rösler. Pedro Junqueira Maia compõe a música e Rui Damas desenha a luz.
Vem aí a República é o contributo do Pé de Vento para o conhecimento do que foram as lutas pelos ideais republicanos, que, no Porto, começaram muito antes, com o 31 de Janeiro de 1891. Provam-no os jornais da época, reclamando igualdade, solidariedade e fraternidade e criticando mordazmente uma monarquia de costas viradas para os portugueses, menos de cinco milhões maioritariamente pobres e analfabetos.
“Para bem do seu povo um rei, segundo o estilo,/deve dormir a sesta… e bem fazer o chilo./Que importa que um país falto de capitais/empenhe as possessões todas coloniais?” O sarcasmo era uma arma. “E, sendo iníquo, enfim, uns rirem na opulência,/outros apodrecer num cárcere corrupto…/eu ergo, ó rei! a voz ante a vossa clemência,/e em nome da Equidade, em nome da Coerência.”
“Que o porco esmague o lodo, é natural. O que é inaudito é que o ventre dum porco esmague uma nação, e dez arrobas de sebo achatem quatro milhões de almas! Que ignomínia! Basta. Viva a república, viva Portugal!” Em prosa ou poesia, eram homens que assim escreviam. Às mulheres cabia um outro discurso. “Quando se fala no sufrágio feminino em Portugal, objectam-nos ‘que não está nos nossos costumes.” É o espírito da rotina que fala. Também a República não está nos nossos costumes e há-de ser um facto, dependente apenas de uma simples questão de tempo.”
Foi uma questão de muito pouco tempo, aliás. “Mas será tudo isto um sonho? (…) Será motivo para depormos as armas e repousarmos enfim?”
Vem aí a República estará em cena no Teatro da Vilarinha de 6 a 29 de Outubro, sábados às 21h45 e domingos às 16h00. De 3ª a 6ª feira há sessões às 11h00 e 15h00, reservadas ao público escolar, mediante marcação. Para maiores de 12 anos.
Preço dos bilhetes: 10€; 5€ (reduzido); 3,40€ (grupos 10px).
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